Nova análise por satélite estima que manchas de petróleo cubram 1,58 milhões de km² de superfície oceânica por ano

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Uma análise global da SkyTruth cartografa a poluição crónica por petróleo provocada por embarcações e infraestruturas offshore da indústria petrolífera, identificando as zonas onde a poluição se concentra, as frotas associadas às manchas de petróleo e as lacunas na responsabilização.

© SkyTruth 2026

A SkyTruth divulgou hoje uma nova análise global que estima que, todos os anos, manchas de petróleo cubram uma área de 1,58 milhões de km² da superfície oceânica.
Mais de 90% da poluição estimada ocorre em águas sob jurisdição nacional, frequentemente nas proximidades das zonas costeiras. No entanto, a cobertura limitada por satélite, particularmente em alto-mar, deixa vastas áreas do oceano sem monitorização, criando uma significativa lacuna de observabilidade na compreensão da poluição marinha crónica.
Aproximadamente 81% da área anual de manchas de petróleo que pode ser atribuída a uma origem está associada a embarcações, incluindo navios monitorizados através do sistema AIS e embarcações «escuras» (*dark vessels*), ou seja, que não transmitem dados de identificação através desse sistema. Os navios-tanque e os navios de carga constituem os principais tipos de embarcações associados às manchas detetadas.
«A poluição por petróleo é um problema constante e global, que ocorre com muito mais frequência do que os derrames que chegam às notícias. Estimámos agora a sua verdadeira dimensão utilizando dados de satélite – o problema pode ser medido e, cada vez mais, é possível identificar as suas potenciais fontes. A nossa análise revela também onde permanecem as maiores lacunas em matéria de responsabilização e proteção, e é aí que devem ser concentrados a atenção e os esforços de fiscalização», afirmou Karl Wuster, Chief Technology Officer da SkyTruth.
As principais conclusões desta análise oferecem uma nova abordagem à investigação da poluição marinha crónica, para além dos grandes derrames de petróleo. Ao combinar imagens de satélite com dados da plataforma Cerulean, da SkyTruth, e imagens de radar Sentinel-1 recolhidas entre 2023 e 2025, a análise apresenta uma perspetiva global sobre as zonas onde a poluição crónica por petróleo se concentra e identifica potenciais fontes para investigação posterior.

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