Ártico – Nauticapress https://www.nauticapress.com revista on-line Sat, 17 Aug 2024 08:16:21 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 Lançamento em órbita do Satélite Meteorológico do Ártico e do Φsat-2 https://www.nauticapress.com/lancamento-em-orbita-do-satelite-meteorologico-do-artico-e-do-%cf%86sat-2/ https://www.nauticapress.com/lancamento-em-orbita-do-satelite-meteorologico-do-artico-e-do-%cf%86sat-2/#respond Sat, 17 Aug 2024 08:16:21 +0000 https://www.nauticapress.com/?p=1000000031603 O Satélite Meteorológico do Ártico e o satélite Φsat-2 da Agência Espacial Europeia (ESA) descolaram às 20h56 CEST (11h56 hora local) do dia 15 de agosto, num foguetão Falcon 9 da Base da Força Espacial de Vandenberg, Califórnia, EUA.

Às 21:50 CEST, o Φsat-2 separou-se do foguetão e às 23:47 CEST, a estação de Esvalbarda (Svalbard) na Noruega recebeu um importante sinal a indicar que o Φsat-2 está agora seguro em órbita.

O Satélite Meteorológico do Ártico separou-se do foguetão às 23:30 CEST do dia 16 de agosto, e às 03:06 CEST do dia 17 de agosto, o sinal que indicava que o Satélite Meteorológico do Ártico estava em boas condições foi captado pela estação terrestre KSAT em Esvalbarda, Noruega.

A Diretora dos Programas de Observação da Terra da ESA, Simonetta Cheli, declarou: “O lançamento de duas missões inovadoras da ESA representa um marco importante no dia de hoje.
“O pioneiro Satélite Meteorológico do Ártico irá demonstrar como a disponibilidade de dados mais frequentes pode melhorar as previsões meteorológicas para a região do Ártico, onde a escassez dos mesmos tem sido um desafio há muito tempo. Esta missão é uma prova do nosso empenho em fazer progredir a tecnologia espacial de forma rápida e eficiente, tendo passado da adjudicação do contrato à conclusão do mesmo em apenas 36 meses.

“Também estamos muito entusiasmados com o lançamento do satélite Φsat-2, que irá demonstrar o poder transformador da inteligência artificial (IA) na observação da Terra. Esta missão prenuncia uma nova era de informações acionáveis a partir do espaço, prometendo formas mais inteligentes e eficientes de monitorizar o nosso planeta“.

Acerca do Satélite Meteorológico do Ártico da ESA
O Satélite Meteorológico do Ártico da ESA é um protótipo cuja missão visa melhorar as previsões meteorológicas no Ártico, uma região que atualmente não dispõe de dados para previsões precisas a curto prazo.
O satélite irá contar com o apoio dos satélites de monitorização do Ártico já existentes e oferecerá previsões meteorológicas precisas e a curto prazo para a região ártica.
Está dotado de um radiómetro de micro-ondas de varrimento transversal de 19 canais que permitirá obter sondagens de alta resolução da humidade e da temperatura da atmosfera em todas as condições climatéricas.
O Satélite Meteorológico do Ártico é o precursor de uma potencial constelação de satélites, denominada EPS-Sterna, que a ESA vai construir para a Eumetsat se o primeiro protótipo do Satélite Meteorológico do Ártico demonstrar um bom desempenho.
Esta constelação forneceria um fluxo praticamente constante de dados de temperatura e humidade de qualquer localização na Terra. Isto tornaria possível, pela primeira vez, a previsão meteorológica a muito curto prazo, ou “nowcasting”, no Ártico.
A missão do Satélite Meteorológico do Ártico irá apoiar a investigação sobre as alterações climáticas. As alterações climáticas estão a ocorrer a um ritmo mais rápido no Ártico do que noutras partes do mundo e estas rápidas alterações estão a afetar o sistema terrestre no seu conjunto.
O Satélite Meteorológico do Ártico, que adota o conceito de “New Space”, foi desenvolvido e construído num prazo muito apertado, com a OHB Sweden a liderar o consórcio industrial.

Acerca do Φsat-2
O Φsat-2, pronunciado phisat-2, é um “cubeSat” que irá mostrar como diferentes tecnologias de inteligência artificial podem fazer avançar a inovadora observação da Terra.
Com apenas 22 x 10 x 33 cm, este satélite em miniatura está equipado com uma câmara multiespectral de última geração e um potente computador com IA que analisa e processa as imagens em órbita.
Com seis aplicações de IA a bordo, o satélite foi projetado para transformar imagens em mapas, detetar nuvens nas imagens, classificá-las e fornecer informações sobre a distribuição das mesmas, detetar e classificar navios, comprimir imagens a bordo e reconstruí-las em terra, reduzindo o tempo de download, identificar anomalias nos ecossistemas marinhos e detetar incêndios florestais.
O satélite Φsat-2 dará início a uma nova era de informações acionáveis a partir do espaço para demonstrar a capacidade de implementar diferentes aplicações e funções de IA, tudo isto em órbita.
Permite igualmente o desenvolvimento, a instalação e o funcionamento de aplicações de IA personalizadas no satélite, mesmo quando este se encontra em órbita. Isto permite ao Φsat-2 adaptar-se à evolução das necessidades, maximizando o seu valor para cientistas, empresas e governos.
O satélite Φsat-2 é um esforço de colaboração, com a Open Cosmos como contratador principal, apoiado por um consórcio industrial que inclui a CGI, Simera, Ubotica, CEiiA, GEO-K e KP-Labs. Fonte:ESA

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Satélites guiam barco em águas geladas através da “Cloud” – Satellites guide ships in icy waters through the Cloud https://www.nauticapress.com/satelites-guiam-barco-em-aguas-geladas-atraves-da-cloud-satellites-guide-ships-in-icy-waters-through-the-cloud/ https://www.nauticapress.com/satelites-guiam-barco-em-aguas-geladas-atraves-da-cloud-satellites-guide-ships-in-icy-waters-through-the-cloud/#respond Mon, 13 Nov 2017 09:07:40 +0000 https://www.nauticapress.com/?p=1000000016835 No final de agosto, o Maple Cutter da Guarda Costeira dos EUA com 60 m de comprimento, completou sua navegação através da passagem Noroeste do Ártico. Embora esta não seja a primeira vez que os navios tomaram esta rota, foi a primeira vez que a International Ice Patrol forneceu informação sobre icebergs com base exclusivamente em imagens de satélite.

 
Satellites guide ships in icy waters through the Cloud
In late August, the 60 m-long US Coast Guard Cutter Maple completed its navigation through the Arctic’s ice-ridden Northwest Passage. While this was not the first time ships had taken this route, it was the first time that the International Ice Patrol had provided iceberg information based exclusively on satellite imagery.
Established in 1914 in response to the sinking of the Titanic, the US Coast Guard International Ice Patrol (IIP) monitors iceberg danger in the North Atlantic Ocean for shipping safety.
When the Maple departed from Alaska in mid-July en route through the Arctic to Maryland, USA, the IIP was on guard to assist the crew to navigate through the notoriously icy waters.

Maple’s course. The region through which the ship Maple transited 14–18 August 2017, with approximate ship locations identified in yellow on each day. The map has been overlaid with images from the Sentinel-1 radar satellite mission.

Maple’s course. The region through which the ship Maple transited 14–18 August 2017, with approximate ship locations identified in yellow on each day. The map has been overlaid with images from the Sentinel-1 radar satellite mission.

The IIP used data from the Copernicus Sentinel-1 satellite mission, among others, to create charts showing the risk of encountering icebergs after exiting from the Northwest Passage and during transit through the Baffin Bay, Davis Strait and Labrador Sea.
Sentinel-1 is equipped with radar that can detect icebergs through cloud cover, a capability particularly beneficial in the IIP’s operating area.
Sentinel-1 can also distinguish between the thinner, more navigable first-year ice and the hazardous, much thicker multiyear ice to help assure safe year-round navigation in ice-covered Arctic and sub-Arctic zones.
These radar images are particularly suited to generating high-resolution ice charts, monitoring icebergs and forecasting ice conditions.

Navigating with Polar TEP. Using ESA’s online Polar Thematic Exploitation Platform (Polar TEP), the International Ice Patrol accessed satellite data to detect icebergs and analyse their densities and trajectories.

Navigating with Polar TEP. Using ESA’s online Polar Thematic Exploitation Platform (Polar TEP), the International Ice Patrol accessed satellite data to detect icebergs and analyse their densities and trajectories.

Scientists at the IIP used iceberg detection software available on ESA’s online Polar Thematic Exploitation Platform (Polar TEP) to access satellite data to detect icebergs and analyse their densities and trajectories.
“This experience using the Polar TEP cloud-based technology opens the door for future evaluations of a more robust version of the iceberg detection and iceberg trajectory processors,” said Michael Hicks, Chief Scientist of the International Ice Patrol.
“Cloud-based technology such as that used by Polar TEP is expected to be an important tool for handling the ever-growing amount of data coming from space.”
Polar TEP is one of six Thematic Exploitation Platforms developed by ESA to serve data user communities. These cloud-based platforms provide an online environment to access information, processing tools and computing resources for collaboration. TEPs allow knowledge to be extracted from large environmental datasets produced through Europe’s Copernicus programme and other Earth observation satellites. Source: ESA

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