#microalgas – Nauticapress https://www.nauticapress.com revista on-line Tue, 15 Oct 2024 10:29:09 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 Palestra online «Cultivando o Futuro: O Potencial das Microalgas» https://www.nauticapress.com/palestra-online-cultivando-o-futuro-o-potencial-das-microalgas/ https://www.nauticapress.com/palestra-online-cultivando-o-futuro-o-potencial-das-microalgas/#respond Tue, 15 Oct 2024 10:29:09 +0000 https://www.nauticapress.com/?p=1000000032056 No dia 21 de outubro, às 14h30, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Vila do Conde promove a palestra online «Cultivando o Futuro: O Potencial das Microalgas», proferida pela Drª. Mariane Bittencourt Fagundes, do CIIMAR-UP e membro da equipa de investigação da ERA Chair BlueBio4Future.

Nesta palestra, exploraremos o fascinante mundo das microalgas, organismos unicelulares que desempenham um papel crucial no equilíbrio ecológico e na sustentabilidade. Abordaremos as diferentes técnicas de cultivo, incluindo os métodos autotróficos, mixotróficos e heterotróficos, e como cada abordagem contribui para a produção de uma variedade de produtos valiosos, desde biocombustíveis até suplementos alimentares e fármacos. Discutiremos também as aplicações práticas das microalgas na mitigação das mudanças climáticas, purificação de água e promoção da saúde humana. No final, refletiremos sobre os desafios enfrentados na pesquisa e cultivo dessas microalgas e as inovações necessárias para maximizar seu potencial. Esta palestra procura inspirar uma nova geração de investigadores e entusiastas pela biotecnologia das microalgas, evidenciando sua importância para um futuro sustentável.

A inscrição é gratuita e obrigatória e deve ser realizada em: https://forms.gle/zVKSyNW4kdD2ifTX8

Público-alvo: Público em geral

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Universidade de Coimbra estuda aplicação de microalgas para tratamento de efluentes de ETARs e geração de biocombustíveis https://www.nauticapress.com/universidade-de-coimbra-estuda-aplicacao-de-microalgas-para-tratamento-de-efluentes-de-etars-e-geracao-de-biocombustiveis/ https://www.nauticapress.com/universidade-de-coimbra-estuda-aplicacao-de-microalgas-para-tratamento-de-efluentes-de-etars-e-geracao-de-biocombustiveis/#respond Mon, 06 May 2024 12:12:57 +0000 https://www.nauticapress.com/?p=1000000030995 O Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com a Algoteca da UC (ACOI), está a estudar a aplicação de microalgas para tratamento de efluentes de estações de tratamento de águas resíduas (ETARs) e geração de biocombustíveis.

Ewelina Sobolewska

O projeto “Application of microalgal and fungal biomass for the treatment of anaerobic digestion effluents and production of the 3d generation biofuels” é da autoria de Ewelina Sobolewska, aluna de doutoramento na Lodz University of Technology, na Polónia, que realizou a fase final do curso em Coimbra.

«Atualmente, estou a trabalhar com um bio reator para o tratamento do produto de digestão líquido (subproduto da digestão anaeróbia de águas residuais). A comunidade de algas que se desenvolve neste bio reator, utilizada nos processos de degradação, foi parcialmente removida do equipamento para que possamos procurar compostos potencialmente interessantes e úteis, obtendo valor agregado da biomassa que é o produto excedente desse tratamento», revela a estudante de Erasmus.

De acordo com Ewelina Sobolewska, o objetivo final deste trabalho é encontrar a melhor aplicação para a produção de biomassa excedente que resulta dos processos de limpeza das águas residuais por intermédio das algas, promovendo um modelo circular de gestão de resíduos. As aplicações desta matéria podem ser inúmeras, desde a produção de biocombustíveis até à potencial produção de compostos, que podem ser utilizados na área da cosmética, da medicina, entre outras.

«Neste projeto, foi testado um conjunto de microalgas aquáticas capazes de proporcionar biorremediação, quer seja por fitotransformação ou fitodegradação. Neste caso, está a ser utilizada uma mistura de algas que a aluna compôs para degradar determinados resíduos da água, previamente tratados, entrando as algas já numa fase final do processo», explicam Leonel Pereira e Nuno Mesquita, investigadores do DCV e orientadores da estudante durante o período de Erasmus.

Através da técnica de Espectroscopia Infravermelha com Transformada de Fourier, prosseguem, «obtivemos uma análise inicial do perfil químico da biomassa e, em seguida, a mesma foi caracterizada em termos lipídicos, incluindo a avaliação das frações lipídicas e perfil de ácido gordos por cromatografia gasosa (GC). Foi também feita a análise do perfil de pigmentos por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC).

Finalmente, «os extratos totais da biomassa estão a ser testados quanto aos seus efeitos fungicidas em diferentes espécies de fungos. Os resultados são muito promissores», concluem.

A estudante terminará o doutoramento na Polónia, mas os investigadores da FCTUC continuarão a trabalhar nesta investigação também em Coimbra, no âmbito do projeto ANOXYOILS, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e desenvolvido em colaboração com o grupo Plants4Health, liderado por Célia Cabral, investigadora da Faculdade de Medicina da UC (FMUC).

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Cientistas criam laboratório para estudar geração de energia limpa e sustentável a partir da comunicação entre microalgas https://www.nauticapress.com/cientistas-criam-laboratorio-para-estudar-geracao-de-energia-limpa-e-sustentavel-a-partir-da-comunicacao-entre-microalgas/ https://www.nauticapress.com/cientistas-criam-laboratorio-para-estudar-geracao-de-energia-limpa-e-sustentavel-a-partir-da-comunicacao-entre-microalgas/#respond Tue, 26 Sep 2023 17:09:46 +0000 https://www.nauticapress.com/?p=1000000029563 Uma equipa de cientistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) criou um laboratório de bioeletrónica e bioenergia com o objetivo de estudar a geração de energia limpa e sustentável a partir da comunicação entre microalgas.

Equipa do projeto Green

O projeto Generating Energy from Electroactive Algae (GREEN) foi um dos financiados pelas bolsas Starting Grant do European Research Council (ERC), tendo recebido 2,2 milhões de euros, em 2020.

«Este novo laboratório é uma base para estudos emergentes de bioeletricidade. A instrumentação presente permite medir um conjunto amplo de sinais, desde sinais lentos provenientes dos microrganismos que estamos a tentar recolher para produzir energia, até a sinais de alta frequência como é o caso de algumas células do cérebro humano. Acredito que este espaço será uma mais-valia para a ciência multidisciplinar», afirma Paulo Rocha, professor associado no Departamento de Ciências da Vida (DCV) e Investigador do Centro de Ecologia Funcional (CFE).

Sinais de comunicação detetados

«Até ao momento, além do laboratório de investigação, já desenvolvemos um conjunto de sensores que consegue detetar comunicação entre microrganismos, nomeadamente microalgas e bactérias», revela o docente da FCTUC, acrescentando que a sua equipa tem vindo a tentar perceber se estes microrganismos comunicam, porque o fazem e se conseguem encontrar um maior sinal para a eletrónica, para captá-lo e armazená-lo.

Observação de microrganismos no microscópio

«Começámos por estudar algumas espécies de microalgas para perceber o tipo de comunicação que tinham. Aliás, a nossa equipa tem um artigo, recentemente publicado, que demonstra a existência de comunicação entre estes microrganismos e ainda que o fazem através de canais iónicos – medidos por diversos sensores desenvolvidos pela nossa equipa e colaboradores», refere.

Paulo Rocha, investigador principal do projeto GREEN

«Se conseguirmos armazenar esses sinais bioelétricos de maneira eficiente, conseguimos ter uma fonte de energia renovável. Essa é a ambição principal do projeto», assegura o cientista.

De acordo com Paulo Rocha, a origem destes sinais elétricos ainda está por desvendar, mas há já evidencias de que é uma reação ao stress e até adaptação a determinadas condições. Portanto, pelo menos até 2025, a equipa irá continuar a trabalhar com objetivo de descobrir este fenómeno e, acima de tudo, alcançar uma nova fonte de energia renovável.

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