A Princess Elisabeth Island, a DemoSATH, a Red Eléctrica e mais de 40 autoridades portuárias e marinas em todo o Mediterrâneo já instalaram os micro-recifes biomiméticos da Ocean Ecostructures — únicos no mundo — transformando as suas instalações em zonas de renaturalização da biodiversidade.
Finalista dos Offshore Energy Innovation Awards, a empresa oferece um sistema avançado de monitorização que utiliza drones subaquáticos e Inteligência Artificial. Isto permite que qualquer empresa ou infraestrutura demonstre, com dados verificáveis e suportados pela ciência, o seu contributo para a restauração marinha e o cumprimento dos requisitos ESG, das normas de reporte ESRS e da Diretiva CSRD, garantindo um impacto mensurável, baseado em dados e verificável.
Com 400 LBUs instaladas e outras 500 em execução desde a sua fundação em 2021, a solução multitecnológica da Ocean Ecostructures gerou mais de 4,3 toneladas de biomassa, fixou mais de 1,8 toneladas de CO₂ e proporcionou um aumento de 40% na biodiversidade, com 363 espécies registadas — representando um valor estimado de Capital Natural superior a 2 milhões de euros.
À medida que a União Europeia reforça os requisitos para restaurar ecossistemas marinhos e medir o impacto ambiental industrial, um número crescente de infraestruturas procura tornar-se “ocean positive” através de soluções bluetech que tornam o crescimento compatível com a sustentabilidade. Empresas de energia eólica offshore, operadores de cruzeiros e transporte marítimo, autoridades portuárias e marinas têm agora uma oportunidade significativa de reverter e compensar a sua pegada no mar através de soluções tecnológicas baseadas na natureza.
Uma dessas soluções — única no mundo — é o Bio Boosting System® (BBS), desenvolvido pela Ocean Ecostructures e validado por cientistas de renome internacional. Onde quer que seja instalado, transforma estruturas marinhas em verdadeiras zonas de regeneração da biodiversidade. As suas Life Boosting Units® (LBU®) — micro-recifes biomiméticos — reproduzem o funcionamento dos recifes naturais, aumentando em seis vezes a biodiversidade local em ambientes degradados.
A empresa opera ainda a plataforma proprietária iOceans®, um sistema avançado de monitorização e reporte que utiliza drones subaquáticos (ROVs) e Inteligência Artificial para fornecer dados tangíveis e verificáveis sobre biomassa, espécies, fixação de CO₂ e qualidade da água. Este trabalho está alinhado com os objetivos da EU Nature Restoration Law (Regulamento UE 2024/1652), apoiando o cumprimento dos critérios ESG, das normas europeias de reporte de sustentabilidade (ESRS) e da Diretiva CSRD, promovendo a recuperação de ecossistemas marinhos degradados através de impacto mensurável e validado por dados.
“Os recifes artificiais são agora uma verdadeira solução baseada na natureza para restaurar a vida marinha. Após décadas de degradação costeira, soluções tecnológicas avançadas podem regenerar habitats danificados segundo critérios científicos e com resultados mensuráveis”, afirma Rafael Sardá, investigador do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC). “Projetos pioneiros como os liderados pela Ocean Ecostructures demonstram claramente como a infraestrutura cinzenta pode ser transformada em ecossistemas vivos, contribuindo de forma real para a saúde dos oceanos e para o cumprimento das novas políticas de restauração da Europa.”
A Ocean Ecostructures apresenta esta semana a sua tecnologia na Offshore Energy Exhibition & Conference em Amesterdão, onde é finalista dos Offshore Energy Innovation Awards.
Casos de sucesso: do Mediterrâneo ao Mar do Norte
Mais de 40 autoridades portuárias, marinas e infraestruturas energéticas em toda a Europa e no Mediterrâneo já instalaram os micro-recifes biomiméticos da Ocean Ecostructures. Entre os projetos offshore mais relevantes está a sua contribuição para a primeira ilha energética do mundo, a Princess Elisabeth Island, na Bélgica, onde a base de betão está a ser transformada num grande recife artificial regenerativo — a maior iniciativa de bioregeneração marinha alguma vez implementada na Europa.
A empresa instalou também LBUs® na DemoSATH, a plataforma flutuante desenvolvida pela Saitec Offshore na Espanha — um dos projetos de energia eólica flutuante mais avançados da Europa — demonstrando que plataformas offshore podem gerar biodiversidade enquanto produzem energia renovável. Além disso, a tecnologia foi instalada ao longo da infraestrutura de cablagem submarina da Red Eléctrica.
Mais de 2 milhões de euros de Capital Natural recuperado
Os resultados desde a fundação da empresa em 2021 são impressionantes: mais de 4,3 toneladas de biomassa geradas — duplicando os níveis base — e mais de 1,8 toneladas de CO₂ fixadas, números que deverão duplicar até 2026. A biodiversidade aumentou 40%, com 363 espécies recuperadas, 52% das quais de interesse comercial e representando 81% da biomassa total. O valor estimado do Capital Natural supera 2 milhões de euros.
Validação e reconhecimento globais
A tecnologia proprietária da Ocean Ecostructures continua a ganhar reconhecimento internacional. A empresa foi recentemente selecionada como uma das 10 startups tecnológicas globais — entre quase 600 candidaturas e sendo a única empresa espanhola — para participar no prestigiado programa ScaleX da King Abdullah University of Science and Technology (KAUST), permitindo a abertura da sua primeira subsidiária internacional na Arábia Saudita.
Foi igualmente incluída na Norrsken Impact 100, a lista das startups com maior potencial de impacto a nível mundial; venceu o Ocean Winds Innovation Challenge; foi finalista nos 4YFN Awards 2024, figurando entre as cinco principais startups digitais do mundo; e foi selecionada, juntamente com 12 outras startups internacionais de impacto, para o programa Milestone Makers 2024 do Nasdaq Entrepreneurial Center.