A FPT assinalou o Dia Mundial dos Oceanos (8 de junho) renovando a sua colaboração com a One Ocean Foundation e apoiando novamente a iniciativa Blue Forest, um projeto destinado à recuperação das florestas subaquáticas, com especial enfoque no Mar Mediterrâneo.
Este ano, a FPT patrocinou diretamente a criação de um novo prado de Posidonia oceanica com 25 metros quadrados em Cala di Volpe, perto de Porto Cervo, na Sardenha (Itália). Esta nova área reflorestada irá acolher cerca de 250 estacas de Posidonia (10 por metro quadrado), com o objetivo de restabelecer um prado denso e maduro, com uma densidade média de 350 a 400 feixes foliares por metro quadrado após a conclusão do processo de implantação. Um ecossistema desta dimensão poderá produzir até 500 litros de oxigénio por dia.
Desde 2023, a One Ocean Foundation tem vindo a desenvolver uma campanha de reflorestação destinada à recuperação dos prados subaquáticos de Posidonia oceanica, uma espécie endémica do Mediterrâneo que desempenha um papel fundamental na proteção dos ecossistemas marinhos. Desde o ano passado, esta iniciativa passou a contar com o apoio da FPT.
Embora muitas vezes confundida com uma alga, a Posidonia oceanica é uma verdadeira planta marinha que se adaptou à vida submersa. Considerada uma das espécies mais importantes do Mediterrâneo, protege as águas desta região tal como o deus grego Poseidon, de quem herdou o nome. Os seus prados dissipam a energia das ondas, ajudam a prevenir a erosão das praias arenosas, estabilizam os fundos marinhos e fornecem habitat e zonas de reprodução para mais de 350 espécies de organismos.
Além disso, desempenham um papel essencial no combate às alterações climáticas graças à sua capacidade de sequestrar carbono. Um único metro quadrado de Posidonia oceanica produz cerca de 20 litros de oxigénio por dia, enquanto um hectare deste prado marinho pode capturar até 270 toneladas de dióxido de carbono por ano, um valor equivalente ao carbono absorvido por 10 hectares de floresta tropical.
Apesar da sua importância ecológica, os prados de Posidonia oceanica, frequentemente designados como os “pulmões do Mediterrâneo”, têm sofrido um declínio contínuo desde a década de 1950, tendo desaparecido mais de 30% das áreas anteriormente ocupadas. A poluição das águas, a ancoragem indiscriminada de embarcações e a pesca de arrasto ilegal em zonas costeiras são algumas das principais ameaças à sobrevivência desta espécie.
Perante esta realidade, as ações de proteção e conservação deixaram de ser suficientes, tornando necessária uma intervenção direta para recuperar os ecossistemas degradados. É neste contexto que surge o envolvimento da FPT.
Ao longo dos últimos anos, a marca tem promovido diversas iniciativas ligadas à preservação dos oceanos, entre as quais o programa Fishing for Plastic (2019), a colaboração com a Slow Food para apoiar métodos de pesca tradicionais (2020), o apoio ao explorador marinho Andrea Bada (2021) e a parceria com o Instituto Tethys para a conservação dos cetáceos do Mediterrâneo e do ambiente marinho (2025).
Esta abordagem está alinhada com a estratégia de sustentabilidade do Iveco Group, que identifica a redução das emissões de CO₂ e a preservação da biodiversidade como áreas prioritárias de atuação. Neste âmbito, o grupo privilegia projetos com impacto visível e resultados concretos, tanto a curto como a longo prazo, nas regiões onde desenvolve a sua atividade.
Egle Panzella, responsável de Brand Equity e Responsabilidade Social Corporativa da FPT, afirmou «Em 2026, renovamos com orgulho o nosso compromisso com a One Ocean Foundation, uma organização cujos valores refletem plenamente os nossos. Contribuir para a preservação dos ecossistemas é um dos pilares fundamentais da estratégia de sustentabilidade da FPT e do Iveco Group. Acreditamos firmemente que, ao unirmos esforços, podemos criar soluções capazes de gerar valor duradouro para as comunidades e para os ecossistemas marinhos.»

