14 Satélites Galileo em órbita

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Decolagem. © ESA/CNES/ARIANESPACE-Optique Video du CSG, P. Piron

Decolagem. © ESA/CNES/ARIANESPACE-Optique Video du CSG, P. Piron

Nomeado assim por causa do astrónomo que localizou com precisão a verdadeira localização da Terra no Sistema Solar, o sistema de navegação satélite Galileo, que ajudará a Europa a encontrar o seu caminho no século 21, tem agora 14 satélites em órbita após o duplo lançamento de hoje.

Satélites Galileo no Soyuz. © ESA–Pierre Carril, 2016

Satélites Galileo no Soyuz. © ESA–Pierre Carril, 2016

Os Galileo 13 e 14 decolaram juntos às 08:48 GMT (10:48 CEST, 05:48 hora local) sobre um foguetão Soyuz dirigido pela Arianespace, a partir da Guiana Francesa.
Este sétimo lançamento Galileo correu conforme previsto: as primeiras três etapas de Soyuz colocaram os satélites em órbita de forma segura, seguidamente, a sua plataforma superior Fregat rebocou-os o resto do caminho em direção à sua órbita alvo a meia altitude.
Os gémeos Galileo foram colocados em órbita a cerca de 23500 km de altitude, aproximadamente 3 horas e 48 minutos depois da decolagem. Nos próximos dias irão ser sujeitos a uma cuidadosa sequência de afinação para os colocar na sua órbita funcional, seguida por uma fase de testes para que se possam juntar à constelação operacional, mais para o final do ano.
O lançamento padrão de hoje juntou mais dois satélites àquela que se tornou a maior constelação satélite da Europa”, comentou Jan Woerner, Diretor Geral da ESA.
Isto tornou-se possível pelo fato da indústria Europeia de fabricação e teste dos satélites Galileo ter alcançado um ritmo constante.
O lançamento de hoje conduz a constelação Europeia Galileo a meio caminho da sua conclusão, em termos de números”, observou Paul Verhoef, Diretor do Programa Galileo e Atividades relacionadas com Navegação da ESA.
Também é significativo por ser o último voo Galileo pelo Soyuz deste ano, antes do primeiro lançamento usando um Ariane 5 personalizado para levar quatro satélites em vez de dois de cada vez ˗ o qual está programado para este outono.
Entretanto, está a ser levado a cabo um trabalho árduo nos bastidores para assegurar por todo o mundo, incluindo as estações terrestres mais distantes, que o sistema Galileo é confiável, seguro e robusto para o início de serviços operacionais para os usuários.

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