Euronaval anuncia o regresso dos Euronaval Talks

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Uma série de seis webinars dedicados aos principais desafios do setor da defesa naval, com o primeiro episódio já disponível online
O primeiro episódio, centrado nas questões de segurança portuária em zonas cinzentas, já está disponível online, assinalando o lançamento desta nova temporada.

A EURONAVAL, a principal feira mundial de defesa e indústria naval, terá lugar de 3 a 6 de novembro de 2026, em Paris Nord Villepinte, num contexto internacional marcado pelo ressurgimento de conflitos de alta intensidade e por um clima cada vez mais incerto.

À medida que se aproxima a 30.ª edição, os organizadores anunciam o regresso dos EURONAVAL Talks, que decorrerão mensalmente, com o objetivo de manter uma ligação ativa com a comunidade internacional e apresentar os temas-chave que estarão no centro do evento.

Estas sessões, conduzidas por Alix Valenti, especialista internacional em defesa e segurança, reunirão militares da marinha, responsáveis políticos, investigadores e representantes da indústria para debater as principais transformações em curso no setor da defesa naval.

A guerra na Ucrânia, o conflito no Médio Oriente e o bloqueio de rotas marítimas estratégicas: este regresso a conflitos de alta intensidade é acompanhado por uma crescente hibridização das ameaças marítimas. Tanto em alto-mar como nos portos, as vulnerabilidades potenciais multiplicam-se e diversificam-se.

Que infraestruturas estão mais expostas ao risco? Como conciliar segurança com continuidade operacional? Como responder às ameaças cibernéticas e ao desafio da autossuficiência energética?

Os EURONAVAL Talks constituem uma oportunidade essencial para compreender, analisar e interpretar estas questões que afetam a indústria naval global.

O programa seguirá uma progressão em intensidade, desde ameaças híbridas até cenários de combate. No total, serão transmitidos seis Talks entre abril e outubro de 2026. O primeiro episódio já está disponível, enquanto os seguintes serão divulgados nas próximas semanas, em formatos curtos no LinkedIn e em versões completas no canal de YouTube da EURONAVAL.

Euronaval Talk 1 (Transmitido terça-feira, 7 de abril)
Portos em contextos de zona cinzenta: segurança, disrupções e continuidade do comércio
Os portos são polos económicos estratégicos e ativos militares. Os conflitos na Ucrânia e, mais recentemente, no Irão, evidenciam as suas vulnerabilidades. Em zonas cinzentas, os portos tornam-se alvos prioritários para demonstrações de força, disrupção, sabotagem e até coerção, com repercussões diretas na resiliência dos Estados.

Esta mesa-redonda explora formas de reforçar a segurança dos portos, garantindo simultaneamente a sua operacionalidade: análise de ameaças, sistemas de defesa em múltiplas camadas (do mar às infraestruturas terrestres), coordenação entre atores civis e militares, continuidade operacional, bem como os complexos equilíbrios entre rapidez, custo e segurança.

Euronaval Talk 2 (Transmissão terça-feira, 12 de maio)
Zona cinzenta no mar: ciberespaço, infraestruturas e ambiguidade estratégica
O domínio marítimo já não está exposto apenas a ameaças provenientes de navios e mísseis. Plataformas offshore, parques eólicos, cabos submarinos, ligações por satélite e sistemas de controlo de embarcações podem agora ser alvo de intrusões cibernéticas, roubo de identidade, disrupção ou pressões coercivas.

Esta discussão centra-se nas táticas híbridas no mar: identificação de vulnerabilidades, estratégias de resiliência, coordenação público-privada e gestão da escalada num ambiente onde a atribuição de ataques é incerta e as respostas são politicamente sensíveis.

Euronaval Talk 3 (Transmissão terça-feira, 9 de junho)
Autossuficiência energética no mar: logística, autonomia e os limites da dependência
Num mundo em que o aliado de hoje pode tornar-se o adversário de amanhã, o acesso a portos estrangeiros e às cadeias de abastecimento de combustível pode constituir uma vulnerabilidade crítica. A autossuficiência energética deixou de ser uma preocupação marginal: é hoje um pilar essencial da resiliência operacional.

Mas até que ponto é realista alcançar uma verdadeira autossuficiência energética? Qual o impacto dos combustíveis alternativos na logística marítima e na autonomia em tempo de guerra? E, à medida que as necessidades energéticas a bordo aumentam, como gerem as marinhas sistemas energéticos cada vez mais complexos em condições operacionais exigentes?

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